Regularização dos capitais, fase 2

Sonia Racy

02 Novembro 2016 | 11h47

A proposta de repetir a dose da regularização de capitais de brasileiros no exterior a partir do ano que vem — confirmada no final da tarde de ontem — começou a ser discutida assim que o governo percebeu que o texto alterado, defendido por Rodrigo Maia, não iria para frente.

A novidade, nesta nova investida, é que a decisão virá acompanhada de cobrança maior, tanto do imposto como da multa. Trata-se de uma forma de justificar a ação publicamente.

Repetir

O fato é que, apesar do grande sucesso da operação, o governo esperava uma arrecadação maior. Pelo que se apurou entre banqueiros, muita gente acabou ficando de fora – ou por falta de tempo ou porque não se enquadrava nas especificações.

Estimavam-se US$ 400 bilhões em mãos de brasileiros lá fora. Foram declarados somente R$ 169,9 bilhões. Um gap e tanto entre os dois números.

O pai da ideia

Pelo mercado, na sexta-feira, houve quem lembrasse que  foi Joaquim Levy, ministro da Fazenda em 2015, o arquiteto do projeto de regularização dos capitais externos. 

À época, todos apostavam que seria um fracasso.