Regular agentes autônomos pode ser novo desafio do BC

Sonia Racy

10 de julho de 2020 | 00h42

Em tempos de juros baixos, tanto rentistas bem como poupadores e investidores, de portes diferentes, procuram mais risco para poder… ganhar mais. Esse movimento está alavancando o preço de ações em bolsa, de imóveis, de ativos reais em geral. E, simultaneamente, pede novos mecanismos de controle por parte da autoridade monetária.

Pelo que se apurou, estuda-se dentro do BC, meios de aferir, diretamente, operações de agentes autônomos ligados a gestoras independentes. Consultado, o BC diz que “não há nada a comentar”.

É fato que os autônomos – comparados pelos que criticam o sistema de ‘pastinhas’ (antigos representantes de bancos de varejo pelo Brasil, onde não mantinham agências – ganham comissão sobre o que vendem para clientes.

Mas também é fato que bancos tradicionais empurram produtos comissionados para correntistas. Como? Quando estabelecem altas metas de venda para seus gerentes.

As duas maneiras de atendimento, são, de certa forma, parecidas. Elas se somam ao fato de que a maior parte dos clientes do sistema financeiro não pertencerem ao… mercado. Bingo. Os clientes, ao não se aprofundarem nas diferenças entre uma aplicação e outra, acabam confundindo título de Previdência, CRI, CDI ou ainda LCI.

Fica, então, a pergunta: qual o tamanho do risco financeiro que o cliente (especializado ou não) está disposto a correr para conseguir ter maior lucro?

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