Reforma tributária ‘é a favor da indústria’, diz analista

Sonia Racy

06 de outubro de 2019 | 00h50

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RAUL VELLOSO / FOTO: SERGIO DUTTI

A reforma tributária que começa a andar no Congresso está longe de entusiasmar o experiente analista Raul Velloso. “Como todas as outras, esta mexe com a tributação de setores da economia, aumentando a de uns e reduzindo a de outros”. Mas no essencial, adverte, “esta é uma reforma em favor da indústria e contra o setor de serviços”.

‘Serviços são
só mão de obra’ 

O que isso significa? “É que a área de serviços basicamente é constituída só de mão de obra. Não tem insumos fornecidos. Portanto, não tem créditos a deduzir em taxações intermediárias.” Como exemplo comparativo, ele cita na indústria as montadoras de veículos: “Elas deduzem o já tributado do setor de autopeças. No entanto, os serviços pagam integral, não deduzem nada. E são o setor de maior peso no PIB brasileiro.”

Essa, diz Velloso, é a questão essencial. “O resto é perfumaria”.

Caça aos votos

A indicação de Eduardo Bolsonaro para a Embaixada brasileira nos EUA deve voltar à tona no Senado esta semana. Na Casa, o silêncio sobre o tema é tido como “constrangedor” até na base aliada. A impressão de alguns senadores, ao que se apurou, é que mesmo o pai da ideia, o presidente Bolsonaro, não tem segurança de que o nome do filho seja aprovado.

Zero 3 precisa de 41 votos, dos 81 do Senado.

Flamengo na TV

A Rede Globo está no mercado vendendo suas cotas de patrocínio para as transmissões de futebol em 2020. São seis cotas de R$ 300 milhões – no total, R$ 1,8 bilhão. O Brasileirão, Libertadores e Copa do Brasil estão resolvidos. O problema é que a emissora ainda não fechou acordo com o Flamengo para jogos do Campeonato Carioca.

Botafogo, Fluminense e Vasco já estão confirmados. Em 2019, os quatro grandes do Rio receberam pelo estadual R$ 15 milhões cada. Procurada, a Globo informou que não comenta negociações em andamento.

 

 

 

 

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