Reforma política deve enfraquecer o Centrão, acreditam governistas

Sonia Racy

03 Janeiro 2017 | 00h35

Na busca de apoios a Temer em 2017, os governistas do Congresso fazem um cálculo: o Centrão deve perder força, assim que passar no Congresso a minirreforma política.

Motivo? O Fundo Partidário e o tempo de TV devem diminuir para partidos médios e pequenos. Somadas à adoção da cláusula de barreira, que exigirá mínimo de votos nas disputas, essas duas exigências acabarão facilitando a vida da dupla PMDB e PSDB.

‘Centrinho’

Certo? Nem tanto, avisa o cientista político Jairo Nicolau, da UFRJ. “Vai depender do tamanho da reforma, se houver mesmo reforma”, diz o analista. E explica: esse grupo já foi um ajuntamento de parlamentares coordenado por Eduardo Cunha. Depois dele, tornou-se mais partidário, juntando legendas médias e não tão frágeis.

No quadro atual, diz Nicolau, “o peso daquelas exigências poderia, quem sabe, atingir mais o DEM, que não é do Centrão, do que PR ou PRB”.

E dá outro exemplo: “Por que um PDT, também de fora do grupo, sofreria menos com a minirreforma do que o PTB?”