Recontagem de votos no Brasil não gera custos extra para a União

Sonia Racy

14 de agosto de 2021 | 00h50

JAIR BOLSONARO. FOTO: SECOM

Nos EUA, Trump pediu recontagem a mão de votos em alguns estados depois da eleição de 2020. Em Wisconsin, o partido Republicano teve que pagar os custos do procedimento: US$ 3 milhões. Já no caso da Georgia, sobrou para o contribuinte que mora no estado. Cada recontagem estadual segue regra local de legislação eleitoral.

É o bolso…estúpido

Se Bolsonaro disputar as eleições em 2022 e passar para o segundo turno, perder a presidência e pedir recontagem de votos, seu partido terá que pagar? “No Brasil, não existe custo nesse sentido”, explica Eduardo Muylaert.

Bolso 2

O sistema eletrônico, segundo o criminalista, permite a recontagem via Registro Digital do Voto, tabela que armazena todos os votos à medida que são digitados na urna.

Os dados são gravados de maneira aleatória, para que não venham a revelar a ordem dos votantes na seção eleitoral. “Isso evita a possibilidade de se vincular o eleitor na fila da seção ao seu respectivo voto”, detalha ele.

Bolso 3

E se algum partido detectar incoerência entre boletim e resultado da urna, seus dirigentes podem impugná-la oficialmente para recontagem.

No fim da votação, “essa planilha é assinada pela urna eletrônica, por meio de seu certificado digital, sendo, posteriormente, disponibilizada para as legendas ou para qualquer entidade que a requerer”, conclui Muylaert.

Do metal

Elisa Bracher abre exposição – inspirada na vida rural – na Galeria Estação. Em Terra de Ninguém, a artista usa nas suas esculturas materiais como madeira e pedra, além de técnicas como a construção de pau a pique, utilizada em pequenas comunidades sertanejas.

Um concerto, com o maestro Rodrigo Felicíssimo, Monica Salmaso e letras da própria Elisa, marca a abertura no dia 28.

Grafite beneficente

Gravura assinada por Kobra – que reproduz um painel feito pelo artista na capital paulista – mostra crianças de diferentes etnias e religiões orando juntas. Ela será uma das obras do leilão da ONG Turma do Jiló.

Os lances serão a partir de R$ 1 mil. Também haverá obras de outros 16 artistas como Gabriel Nehemy, Alê Jordão e Ana Berganton. Até o dia 3, pela plataforma Zukerman Leilões.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.