Rebuliço

Sonia Racy

09 de novembro de 2013 | 01h10

Em reunião quase secreta na casa de Luisa Strina, quinta à noite, colecionadores de arte discutiram a regulamentação do Estatuto dos Museus. E decidiram o seguinte: seus advogados vão estudar o decreto para encontrar meios de combater o “tombamento” de obras de arte privadas.

“Imagine que alguém entre em sua casa, derrube um quadro que está na parede e, por algum motivo, ele é rasurado. Você vai preso por isso?”, questiona um colecionador. “Tenho uma obra e quero emprestá-la a um museu. Não poderei mais?”, indaga outro.

Culpado? Dizem ser o ex-presidente do Ibram José do Nascimento Júnior, chamado de… bolchevista.

Rebuliço 2

Procurado, o instituto, ligado ao MinC, afirma que a declaração de interesse público servirá para mapear as obras existentes no País e que não haverá “interferência na propriedade privada”.

“Não existe impedimento para venda, aluguel ou herança de um bem, desde que ele continue sendo preservado.”

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