Comício no Tuca

Sonia Racy

22 de outubro de 2014 | 01h20

A militância do PT tomou conta da Rua Monte Alegre, em Perdizes, na entrada da PUC, onde Dilma recebeu, anteontem, o apoio de artistas e intelectuais à sua campanha pela reeleição.  

Em frente ao Tuca, vestido de branco, um homem se autodenominava “pai Aécio”. Em frente a um cartaz dizendo “trago de volta FHC, desemprego e juros altos”, gritava ao megafone: “Faço mandinga de amarração com pai Armínio”. Imagens contra o candidato tucano foram projetadas no prédio em frente ao teatro. Lá dentro, o jingle petista, em ritmo de forró, animava os presentes antes de Dilma chegar.

A noite teve discursos de Antonio Nóbrega, Laís Bodanzky, Toni Venturi, Fernando Morais, Mario Sergio Cortella e Celso Bandeira de Mello, entre outros. Leci Brandão, reeleita deputada, foi das mais aplaudidas – especialmente ao dizer, em alusão ao PSDB, que “esse grupo não aceita que a escravidão acabou”. A cantora também chamou Marina Silva de “a moça que agora soltou os cabelos”.

Zé Celso Martinez Corrêa foi um dos únicos artistas a entrar pela porta principal. Sentou-se no palco, ao lado de políticos, e disse que votaria na petista, como no primeiro turno, porque “a aglutinação de forças fez com que ela fosse a única alternativa à esquerda”.

Ovacionado, Lula pediu que Raduan Nassar se levantasse e afirmou que o escritor – famoso pela discrição – quis doar terreno para a construção de uma universidade, mas o governo paulista declinou. “De graça, até injeção na testa”, disse. “Vamos pegar esse terreno e construir, nós mesmos, uma universidade.” Lula também elogiou Suplicy: “São Paulo vai ter saudade dele e xingar quem foi eleito”. Ainda sobre José Serra, que ficou com a vaga no Senado, lembrou suas derrotas nas corridas à presidência e à Prefeitura de SP: “Coitado do Serra, nunca é o momento dele”.

Dilma só começou a falar por volta das 23h – quatro horas após o início do evento. Na entrada da PUC, militantes bebiam cerveja e levantavam bandeiras em prol da candidata, que pulou na janela do teatro quando a multidão cantou “quem não pula é tucano”. /MN

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