Rainha da bateria exalta ‘sintonia única’ com a Grande Rio

Rainha da bateria exalta ‘sintonia única’ com a Grande Rio

Sonia Racy

27 de fevereiro de 2017 | 00h30

André SchiliróPaloma Bernardi estava emocionada, ontem, antes de encarnar a Rainha da Bateria da Grande Rio, escola pela qual desfila há cinco anos. Com o enredo “Ivete do rio ao Rio” – em homenagem a Ivete Sangalo, a apresentação gerava grandes expectativas. Por isso mesmo, a atriz decidiu se preparar a ponto de deixar de ir aos blocos de rua. Abaixo, trechos da conversa.

Como é desfilar pela Acadêmicos da Grande Rio?

Acho maravilhoso. A cidade de Caxias me abraçou! Hoje faço parte da família e fico cada vez mais orgulhosa com o que vejo, sinto e vivo. Ser rainha de bateria da Invocada é uma honra. Conquistamos uma sintonia única…

Além da avenida, gosta de carnaval de rua? Foi ou pretende participar de algum bloco?

Gosto muito. Passei a minha infância acompanhando minha avó nas ladeiras de Olinda, curtindo os blocos de rua do Recife. Mas ultimamente tenho me aproximado mais das escolas que desfilam na Sapucaí.

Como foi a sua preparação?

Esse ano comecei mais tarde. Estava mergulhada em um ritmo frenético de gravação e agora, depois das férias, me foquei e estou fazendo tudo que posso para entrar bela na avenida. Mas quero conseguir isso sem crise e sem ficar neurótica! Levo tudo na base do equilíbrio. Meu objetivo não é a exposição do corpo e sim fazer um desfile cheio de entusiasmo, amor pela minha escola, conexão com a bateria e troca de energia com todo o público na Sapucaí.

O que acha das pessoas que criticam os camarotes no carnaval e defendem que ele deve ser uma festa popular?

Acho que o carnaval é uma festa tipicamente brasileira, na qual acolhemos também os estrangeiros e não faltam opções para se divertir. Carnaval é uma festa cheia de pluralidade. Então, para mim, cada um escolhe o local com que se identifica mais. O importante é manter todas as possibilidades vivas, conservando as festas populares nas ruas, tradições, culturas e também os camarotes.

Há uma campanha para que as mulheres sejam tratadas com mais respeito no carnaval. O que pensa disso?

Acho que não só as mulheres. Isso vale para todos os seres humanos, independente de cor, raça ou sexo, que a meu ver devem ser tratados com mais respeito em qualquer fase do ano ou qualquer evento. Eu penso que, perante Deus, somos todos iguais e não deveríamos fazer com o outro aquilo que não gostaríamos que fizessem conosco. / MARILIA NEUSTEIN .