Projeto que libera advogado de rodízio foca na defesa do cidadão, diz presidente da OAB-SP

Sonia Racy

09 de junho de 2016 | 11h55

O presidente da OAB-SP, Marcos da Costa, diz que a liberação dos advogados em cumprir o rodízios de trânsito na capital paulista é uma demanda antiga da Ordem. Na terça-feira, a Câmara de São Paulo aprovou, em primeira votação, projeto de lei que justamente libera esses profissionais para usarem seus veículos na cidade sem qualquer  restrição de dia e horário, independentemente do final de suas placas.

“A base dele [projeto] é a necessidade de deslocamento dos advogados. Não raras vezes, esse profissional tem que correr para uma delegacia e se ele não for, o cliente fica sem defesa”, disse Costa, que afirmou não conhecer detalhes do projeto votado ontem em plenário.

Para presidente da OAB-SP, a medida não significa que o advogado é mais essencial que outras profissões, mas que a função do advogado tem suas peculiaridades. “Imagine o cliente sendo preso, ou o advogado tendo que ir a uma audiência que se prolonga por horas. Ele não pode ficar limitado na profissão dele. Preocupado se ele vai poder pegar seu carro e voltar para o trabalho.”

“Acho que outra profissões também precisam fazer os seus debates. Para saber até que ponto pode o união atingir o exercício de suas profissões.”

Para entrar em vigor, o projeto de lei ainda deve passar por segunda votação no plenário e sanção do prefeito Haddad.

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