Progressivo desalinhamento do câmbio

Progressivo desalinhamento do câmbio

Redação

16 de outubro de 2009 | 11h32

Na economia brasileira, só se pensa naquilo: o quanto o real está valorizado. O mais provável, inclusive, é que ele se valorize ainda mais e continue na sua lenta, gradual e irrestrita tendencia de alta – para desespero do governo Lula, do setor produtivo e até do mercado financeiro. Felizes mesmo, só os turistas que desejam viajar para o exterior.

O câmbio real no Brasil está muito próximo do nível mais valorizado desde o início do regime de câmbio flutuante, em 99. A constatação está em um paper reservado de Affonso Celso Pastore para clientes, esta semana. Alí, o economista diz não haver, na observação, “nenhuma recomendação quanto ao que deveria ser feito, mas apenas constatação empírica.”

Reconhecendo que a situação difere da ocorrida entre 2005 e 2007, quando o câmbio também se valorizou mas era fácil argumentar que a trajetória rumava a um ponto de equilíbrio. Hoje o processo é de “progressivo desalinhamento cambial”.

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