Profissão de risco

Profissão de risco

Sonia Racy

08 de março de 2013 | 01h10

Foto: Paulo Giandalia/Estadão

Não deve ser nada fácil ser bonita, de aparência frágil e promotora ao mesmo tempo. É o caso de Beatriz Lopes de Oliveira, do Gaeco. No órgão há dois anos, participou de operações como a do caso Aref e também o de Aurélio Miguel. Ela foi convidada pela coluna a falar no Dia Internacional da Mulher. A seguir, trechos da conversa.

Acha que deveria existir também o Dia do Homem?

Sim. Acho muito preconceituoso haver apenas o Dia da Mulher. Eles também merecem.

Você é tratada de maneira diferente por ser mulher?

Olha, melhorou muito nestes meus 11 anos de profissão. Mas, quando entro em uma delegacia, sinto que ainda tenho de provar capacidade. Sei que, um dia, isso vai acabar.

Há momentos em que participa de ações em áreas de risco. Sente medo?

O mesmo medo que os homens sentem. Nada diferente. Encaro o fato e pronto.

Por que escolheu a carreira dentro do Ministério Público?

Pela ideologia. Nunca pensei em exercer a advocacia. Queria defender os direitos da sociedade. Estou feliz por ter escolhido este caminho.

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