Problemas no acordo com EUA ‘são contornáveis’, diz embaixador

Problemas no acordo com EUA ‘são contornáveis’, diz embaixador

Sonia Racy

01 de agosto de 2019 | 00h50

 

EMBAIXADOR RUBENS BARBOSA. FOTO FIESP

Armadilhas

Tem procedência, em parte, a menção de Bolsonaro, ontem, a possíveis “armadilhas” que o acordo Mercosul–UE possa criar para futuro acordo comercial com os EUA. “Mas não são incontornáveis”, resume Rubens Barbosa, que foi chefe do Departamento de Integração do Itamaraty na formação do Mercosul.

Armadilhas 2

Quais seriam os entraves? Detalhes pequenos,  como os de indicação geográfica para vinhos, queijos, outros alimentos e bebidas – a palavra “conhaque”, por exemplo, não é bem-vinda entre os americanos, conta o também ex-embaixador brasileiro em Washington O mesmo valeria para certos padrões em equipamentos, máquinas, farmacêuticos e até investimentos.

Armadilhas 3

O Brasil “pode perfeitamente ter um standard para Europa e outro para EUA”, acrescenta Barbosa. O que importa é que “saímos do isolamento”.

Nós, não

Tem quem percebeu: na nova leva de contingenciamentos do governo Bolsonaro, o Ministério da Defesa foi poupado.

Nordeste é aqui

Bolsonaro criou polêmica com sua frase sobre nordestinos e amanhã o governo de SP comemora … o Dia do Nordestino. Além de feira, dança e acarajé no Pátio do Colégio, vão entregar 18 medalhas Luiz Gonzaga. Uma delas a Bruno Covas.

Mais ou menos?

Em matemática simples, sem incluir a taxa Selic, a Camargo Corrêa desembolsará R$ 48 milhões por mês para cumprir o acordo de leniência assinado ontem com AGU e CGU. Prazo? 29 anos.

Já a Odebrecht vem pagando – de novo, sem juros– R$ 58 milhões/mês por um prazo de 20 anos.

Todo ouvidos

Tem Reforma Tributária Day hoje. O Santander promove encontro com 50 investidores de grande porte mirando a melhora do ambiente de negócios no Brasil.

Participam, entre outros, Luiz Carlos Hauly, responsável pela reforma defendida no Senado, Bernard Appy, autor da proposta na Câmara, Ana Paula Vescovi, diretora do banco, mais Patricia Audi, VP de comunicação.

Leia mais notas da coluna:
+ Títulos a juro negativo no mercado mundial batem em US$ 13,6 trilhões
+ “Política de segurança pública atual fortalece o crime”

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: