Príncipe dos mares

Sonia Racy

01 de maio de 2012 | 22h59

Jean-Michel, filho do célebre oceanógrafo Jacques Cousteau, passou pelo Brasil para lançar “O Rei dos Mares”, biografia do pai. Durante o Padi Dive, festival de mergulho (realizado este mês no WTC, em SP), o ambientalista, explorador, autor e produtor de filmes educativos sobre o planeta falou com a coluna.

Qual a emoção de lançar uma biografia como esta?
Muito grande. Espero que ela inspire as pessoas a se dedicarem à proteção do oceano, do qual depende a nossa sobrevivência.

Como foram os anos em que o senhor explorou o mundo ao lado de seu pai?
Maravilhosos. Aprendi muito mais do que na escola.

Quais as principais preocupações de sua Ocean Futures Society?
O aquecimento do oceano, resultado de nossas enormes emissões de CO2, afeta as estruturas dos corais. Muitos deles estão morrendo e, consequentemente, removendo a proteção da costa sujeita a furacões e tsunamis – que se tornam mais potentes devido a esse aumento da temperatura.

O que mais sente falta das viagens com seu pai?
A tripulação com quem cresci e que está aposentada.

Que lembranças guarda da viagem que fizeram pela Amazônia, nos anos 80?
A melhor lembrança foi a vontade de voltar. E eu voltei, em 2007, com a equipe da Ocean Futures Society e alguns tripulantes que participaram da expedição original. Produzimos um documentário de duas horas, “Retorno à Amazônia”.

Calypso, antigo barco do seu pai, vai se transformar em museu? Há algum projeto para um Calypso 2?
Não tenho controle sobre o Calypso. Atualmente, ele está em terra e em péssimas condições de conservação. Mas tenho, sim, um projeto de navio de expedição do futuro e estou à procura de um patrocinador.

/DANIEL JAPIASSU

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