Primeiro mundo

Sonia Racy

05 de abril de 2013 | 01h11

Não há mais o que contestar. O Brasil está na rota da arte mundial. É só visitar a SP-Arte (que abriu para o público ontem, no prédio da Bienal) para comprovar o fato. As principais galerias internacionais, bem como as nacionais, estão instaladas no pavilhão.

Prova da importância é que alguns donos, como Jay Jopling, da White Cube, e Thaddaeus Ropac, da Ropac, vieram pessoalmente acompanhar o evento. A presença de ambos suscitou a observação de um conhecido colecionador: “Larry Gagosian, da Gagosian, não veio, mas a galeria tem a pretensão de vender um Francis Bacon por US$ 11 milhões a um brasileiro. Será que ele acha que isso aqui é tupiniquim?”. A frase mostra o quanto é importante, na venda de uma obra de arte, ainda mais nesta faixa de preço, o atendimento personalizado.

Mesmo assim, segundo se apurou, a Gagosian vendeu um Basquiat, múltiplo de dez, por US$ 1,8 milhão. A Pace colocou à disposição um Chuck Close gigante por US$ 6 milhões. Na parede da Thaddaeus Ropac, um Alex Katz estava cotado a US$ 500 mil. Até obra do ativista chinês Ai Weiwei está à venda, por 200 mil euros. Pudera. E todas as galerias estrangeiras fizeram sua lição de casa e mapearam os potenciais compradores.

Sobre o preço das obras nacionais, circula todo o tipo de opinião. Alguns juram que fizeram ótimos negócios e outros acharam a feira caríssima. “Por esses preços, vendo eu as minhas obras”, brinca outro colecionador.

Mas nem tudo são milhões. Há galerias que oferecem obras começando em R$ 2 mil.

Em tempo: Airton Queiroz, da Fundação Edson Queiroz, doou uma obra ao MAC e outra à Pinacoteca.

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