Previdenciando

Sonia Racy

28 de junho de 2016 | 01h30

O déficit da Previdência continuará crescendo mesmo que o Congresso aprove projeto de lei que aumente a idade mínima de aposentadoria para 65 anos, tanto para homens como mulheres – e sem regras de transição.

A conclusão é de um detalhado estudo da competente equipe de analistas do Crédit Suisse. Em 2019, prevê o levantamento, a Previdência brasileira estaria com um déficit menor. Cairia dos 3% de hoje para 2,9% em 2019. Em 2020, no entanto, voltaria a subir para 3,2%, batendo nos 3,8% em 2025.

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O quadro financeiro melhoraria se houvesse uma regra de transição estabelecendo o dobro do tempo de contribuição para o trabalhador se aposentar? Também não, segundo o estudo.

O déficit caminharia de 3,4% em 2019 para 3,6% em 2020 e 3,8% em 2025. Quase o mesmo cenário, portanto, da hipótese anterior.

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A única solução que põe as projeções no azul ocorre quando se desvincula do piso previdenciário… o salário mínimo.

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