Pressão alta

Sonia Racy

24 de julho de 2013 | 01h05

O Conselho Federal de Medicina e a OAB se organizam para entrar, logo na primeira semana de agosto, com uma Adin (ação de inconstitucionalidade) no STF. Contra a MP que cria o Mais Médicos.

Ontem, se reuniram com representantes da Associação Médica Brasileira e da Federação Nacional dos Médicos para lapidar o texto – que, entre outros pontos, questionará a urgência da medida.

Pressão 2

Paralelamente, o PSD pedirá no Congresso a derrubada da MP e apresentará ao governo três propostas alternativas: a criação da carreira de Estado (federal) para médicos; a destinação de 10% da receita corrente bruta da União para o financiamento da saúde; e residência médica para todos os alunos de medicina.

A iniciativa, do deputado Eleuses Paiva, tem o apoio do CFM, da AMB e da Faculdade de Medicina da USP.

Pressão 3

E há mais um movimento: assim que acabar o recesso parlamentar, a AMB levará a Brasília 2 milhões de assinaturas em apoio ao projeto de iniciativa popular que – assim como o PSD – propõe investimento mínimo de 10% da receita corrente bruta da União para a saúde.

Pressão 4

Aloizio Mercadante pede para deixar claro: os alunos da USP, Unifesp e Unicamp – as principais escolas de Medina do País – não vão entrar no Revalida porque não querem. “Não se trata de boicote ao Ministério da Educação”, disse.

Pressão 5

Procuradas, apenas a Unicamp confirma ter sido convidada. E, embora não critique o Revalida, não aceitou participar. USP e Unifesp, por sua vez, disseram não concordar com a prova.

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