Prêmio à carioca

Prêmio à carioca

Sonia Racy

03 de setembro de 2015 | 01h20

Foto: Murilo Tinoco

Com as obras da Olimpíada atravancando o entorno, foi por uma entrada improvisada pelos fundos, com faixa única para carros, que a produção do Prêmio Multishow armou caminho para premiados e convidados do ano até o HSBC Arena, anteontem no Rio.

Como de hábito, fãs se amontoavam no chiqueirinho do palco disputando a atenção dos famosos. Gritavam por tudo: Josiê Pessoa, Nany People, David Brazil… mas sensação, mesmo, foi a aparição de Luan Santana.

A hora do sertanejo demorou. Ele perdeu dois prêmios pra Anitta, que chegou a ser vaiada na segunda vez. “Calma, gente, o Luan já vem”, defendia-se a funkeira, constrangida. Quando ele subiu ao palco as meninas… foram atrás. Na primeira vez em que ele recebeu um prêmio (Música Chiclete), quatro fãs invadiram a área, obrigando os seguranças a dar um dobrado. Na segunda vez, só uma tentou chegar perto, logo contida por um dos armários. E não faltaram homenagens, algumas longas. Teve bloco de samba (pelos 100 anos do ritmo), outro de axé (que festejou três décadas) e um terceiro para Caetano Veloso e Gilberto Gil – no caso, meio século de carreira. Gil só assumiu seu lugar minutos antes de ser convocado. Já Caetano acompanhou tudo entre palmas e comentários com o filho Tom Veloso.

Paulo Gustavo, que dividia o cerimonial com Ivete, também divertiu a plateia. Ao constatar que dois vencedores – Metá Metá e Siba – não tinham ido buscar seus prêmios, fez ar sédrio e ponderou: “Gente, tá tendo algum outro evento no Rio?”. Passava de uma da manhã quando a premiação terminou – e antes que subissem os créditos já tinha gente correndo para a festa. Thiaguinho foi dos primeiros a atacar o bufê.

Na pista instalou-se logo o estilo “tudo junto e misturado” típico das festas do gênero: mulheres de vestidos curtos, brilhantes, transparentes e cabelo esvoaçando pra lá e pra cá. A Cantoria, roda de samba produzida por Paula Lavigne, tomou boa parte da festa. Teresa Cristina, Preta Gil e Mosquito assumiam os vocais. A turma mais jovem e alternativa arriscava um samba num cantinho. Quando o DJ reassumiu o som já passava das 4h… e o pessoal de pista já dava sinais de cansaço. / PEDRO HENRIQUE FRANÇA, ESPECIAL PARA O ESTADO