Ao som de festa e encontros musicais

Ao som de festa e encontros musicais

Sonia Racy

17 de agosto de 2018 | 00h26

 

Mostrando agilidade na entrega de nada menos que 36 troféus, o Prêmio da Música Brasileira consumiu menos de duas horas e meia, levando nomes como os de Lenine, Caetano, Bethânia e Alcione, entre outros, a se apresentarem no Theatro Municipal do Rio. A sinergia musical, entretanto, começou no camarim. Zeca Pagodinho, conforme acompanhou a coluna, circulava pelos bastidores cumprimentando todos que encontrava nos corredores. Uma pessoa até se ofereceu para encontrar uma cerveja Brahma para oferecer ao cantor, patrocinado pela marca.

Ao avistar Céu, por exemplo, Zeca cantarolou “Você caiu do Céu…”, e posou para fotos, a pedido da cantora. A troca de tietagem também aconteceu entre Caetano e Alcione, Lenine e Sandra de Sá, entre outros. Em outra sala Débora Bloch e Camila Pitanga se arrumavam para conduzir a apresentação da noite. Indagadas pela coluna sobre a condição atual da cultura no País, as atrizes concordaram que o momento é delicado.

“Estamos vendo toda a aparelhagem cultural ser desmantelada”, afirmou Débora. “Um país que não valoriza sua cultura não existe. Estamos correndo o risco de perder o que temos de melhor: nossa identidade”. “Mas há uma reação”, completou Camila. “A classe está se organizando, estão acontecendo fóruns em várias cidades”. “Os artistas estão sempre na resistência. Esse é nosso papel. Agora, vamos votar direito, né?”, arrematou Débora. Após o início da premiação a plateia mostrou estar aquecida. Não faltaram aplausos, muitos de pé, como para Alcione e para dupla regional “As Galvão” – que subiu ao palco chorando de emoção. / MARILIA NEUSTEIN

Camila Pitanga e Deborah Bloch FOTO RAFAEL OLIVEIRA

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