Preços mínimos do leilão de aeroportos causam impacto político

Sonia Racy

16 de março de 2019 | 01h00

Tem técnico do setor de aviação acreditando que os preços mínimos fixados para o leilão de 12 aeroportos, ontem, tem sua razão de ser: causar impacto político. “Desconfio que foram subestimados, gerando grandes ágios”, atesta fonte da coluna.

O menor deles, pago pelo bloco Sudeste, foi de nada menos que 830%. E o maior, do bloco Centro-Oeste, registrou… 4.739,38%.

Não que a fixação de preços tenha feito diferença nos valores ofertados pelas concessões. Afinal, concorrência tem vida própria quando é feita de forma transparente.

A equipe técnica, ao optar por ser conservadora, criou disputa e os vencedores, pelo que se apurou, trabalharam com números do tráfego aéreo mais otimistas que os oficiais.

Vale registrar, entretanto, que a soma obtida pelos três blocos, R$ 2,37 bilhões, é muito inferior aos R$ 19 bilhões pagos pela Odebrecht quando da concessão do Galeão.

Mas na época o ágio não foi além de 300%. Já a média de ontem foi de… 986%.

Leia mais notas da coluna:
+ Vendas da carteira BNDESPar geram R$ 2 bilhões em impostos ao Tesouro
+ Defensoria Pública paulista instala atendimento às vítimas de Suzano

Tendências: