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Sonia Racy

30 de setembro de 2011 | 23h01

Nando Reis avisa: entra em estúdio em fevereiro para mais um álbum, acompanhado pelos Infernais. Só com inéditas. E, pela primeira vez, produz um CD de forma independente. Avô aos 48 anos, ele anda com a agenda mais atribulada do que de costume. Sem tempo nem para pensar na indicação ao Grammy latino por De Repente (em dupla com o amigo Samuel Rosa, do Skank). Entre uma e outra, faz show dia 7, no HSBC. Cantando músicas do DVD Bailão do Ruivão (a primeira vez em que gravou canções de outros compositores) e algumas de sua “própria lavra”.

Por que você resolveu gravar outros músicos?

São músicas que têm muito a ver comigo. São bem biográficas, mesmo. Minha relação com a música vai além do gênero que eu faço. Wando, por exemplo, eu adoro. Roupa Nova também. Todos os que estão no DVD são, de alguma forma, parte da minha vida.

O que achou de mais uma indicação ao Grammy latino?

Já fui indicado a muitos prêmios, perdi a maioria. (risos) Olha, não dou a mínima. Não faz diferença na minha vida, não. Bom é fazer música com o Samuel Rosa, né? Ele é um grande melodista, a gente já faz coisa junto há 16 anos. É sempre muito prazeroso.

Ser avô mudou sua música?

Acho que a pessoa muda naturalmente com o passar dos anos. Eu tenho cinco filhos de idades totalmente diferentes – um poderia ser meu irmão (o Teodoro, de 25 anos, pai da Luiza, minha neta); outro poderia ser meu neto.

Eles são musicais?

Muito. O Teodoro tem uma banda; o Sebastião, de 16 anos, está aprendendo violão (e me pede sempre para tirar as minhas músicas com ele); e a Zoe, de 12, eu vou levar ao show da Ke$ha, no Rock in Rio (risos).

Vêm novidades por aí?

Em fevereiro me fecho no estúdio com os Infernais, para gravar um álbum só de músicas inéditas. Já tenho umas dez prontas. Vai ser independente, porque estou sem gravadora. Preferi assim.

/DANIEL JAPIASSU

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