Pós-Comandatuba

Sonia Racy

21 de abril de 2015 | 01h00

O Vem Pra Rua, de Rogério Chequer fará, hoje, em Ouro Preto, panelaço contra a homenagem a Ricardo Lewandowski e João Pedro Stédile, que estão na lista dos 141 condecorados com a Medalha da Inconfidência.

Pelas mãos do governador de Minas, Fernando Pimentel.

Comandatuba 2

Relator das contas do governo Dilma em 2014, Augusto Nardes, do TCU, voltou a citar, durante o evento de João Doria na Bahia, o que considera irregularidades cometidas pela Presidência.

Acrescentou à sua análise, a preocupação com competitividade – ou seja, se essa exigência foi levada em conta. Será um dos temas ao qual dará atenção.

Comandatuba 3

Romero Jucá, representando Renan Calheiros no encontro do Lide, resumiu, a certa altura o debate sobre ajuste fiscal: “Para mim, não adianta trocar segunda classe por camarote VIP do Titanic. Esse navio não vai mesmo chegar a Nova York”.

Comandatuba 4

Eduardo Campos e Marina Silva tinham um plano para 2015. Segundo contou à coluna o mineiro Júlio Delgado, quando a Rede saísse do papel, Campos seria convidado a ser seu presidente honorário. E ela, para assumir o mesmo posto no PSB.

Comandatuba 5

Aliás, João Campos e a irmã Maria Eduarda, filhos de Campos, emocionaram o salão lotado de Comandatuba, domingo à noite, ao receberem homenagem in memoriam. Todos em pé, os aplausos duraram vários minutos.

A mãe Renata não pôde viajar por estar adoentada.

Comandatuba 6

Henrique Eduardo Alves e Eduardo Cunha trocaram longo e afetuoso abraço ao se encontrarem. Ao que um político ali perto comentou, baixinho: “Não vale, porque tem gente vendo”.

Comandatuba 7

João Dória se emocionou – mesmo – quando Eduardo Cunha, antes de começar a falar, deu-lhe um pacote de presente. Era um diploma oficial da Câmara dos Deputados de restituição de mandato de seu pai, também João Doria, cassado pela ditadura.

Comandatuba 8

Nas rodinhas e corredores do Hotel Transamérica, onde acontecia o evento, Arnaldo Cezar Coelho virou a primeira vítima do impeachment. A cada passo, alguém lhe perguntava: “Pode isso, Arnaldo?”.

E ele, resignado: “Sim (ou, não, conforme a plateia). A regra é clara”.

Comandatuba 9

Início do seminário, Fafá de Belém, convocada a cantar o Hino Nacional, bem que tentou puxar um coro na plateia. Diante da resposta tímida, arriscou: “Pode cantar, gente. O povo pode desafinar. Quem não pode desafinar é o governo!”.

Só então conseguiu algumas adesões.

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