Portas fechadas

Sonia Racy

30 de novembro de 2010 | 23h02

O prédio é público e a USP tem direito de fazer o que quiser. No entanto, o mercado de arte estranhou a decisão de João Grandino Rodas de desalojar o acervo do Instituto de Arte Contemporânea. O reitor da USP pediu de volta o espaço cedido pela universidade em 2001. O convênio vence em janeiro e o IAC recebeu notificação de que não será renovado. Rodas quer abrigar ali a coleção do Banco Santos.

A lamúria entre os amantes da arte é grande. E pode ser traduzida em duas perguntas: por que a USP/MAC não usa para tanto o espaço de 40 mil m² do ex-Detran, que o Estado cedeu? A coleção de Edemar Cid Ferreira não cabe em outro lugar dentro do latifúndio da USP no Ibirapuera, como o próprio MAC?

Para eles, a justificativa do fim do convênio – depois de sete anos e R$ 5 milhões de investimento levantados para restaurar o espaço – não faz sentido.

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