Por poda de árvores, prefeitura de SP decide comprar briga com Enel

Sonia Racy

09 de junho de 2019 | 00h55

Poda-se…

A Prefeitura de SP decidiu comprar briga com a Enel, antiga Eletropaulo. Acusa a empresa de não desligar a energia elétrica para que suas equipes de poda trabalhem em árvores perto de fios de alta voltagem. “Estamos conversando com a Enel, a poda que a empresa promove tem que ser mais completa e mais rápida. O nosso corte só pode ser concretizado com segurança se a Enel concordar em desligar temporariamente a eletricidade”, reclama o subsecretário Alexandre Modonezi.

E isso não estaria acontecendo. Hoje são mais de 60 mil pedidos de poda na fila para 126 equipes existentes.

Poda-se 2

Procurada, a Enel garante que providencia o isolamento do trecho quando solicitada – mesmo porque é ela que faz a poda da árvore em questão. Segundo seu presidente Max Xavier Lins, a empresa, cuja concessão é federal, se responsabiliza pela tarefa somente no caso de árvores tocando a rede elétrica. Em 2017, foram 320 mil podas. Em 2018, 388 mil – com 51 equipes fixas e 56 autorizadas.

Quando a árvore não toca a rede, a responsabilidade da poda é da Prefeitura.

Memória

Antonio Palocci fechou com a Planeta. A editora vai publicar seu livro com reflexões sobre os erros dele e do PT. O texto será entregue em julho, para publicação entre setembro e outubro.

Cloro neles

Transparência Partidária, conselho da OEA e o Conselho Federal de Contabilidade repassaram dicas e a Procurdoria-Geral Eleiroral mandou ofício a Rosa Weber, presidente do TSE. O que sugere? Formas de “aperfeiçoar a fiscalização de contas dos partidos”.

Um dos focos centrais é a movimentação financeira das fundações e institutos de cada sigla – que Marcelo Issa, do Transparência, chama de “caixa preta”.

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