Polo e feijoada

Polo e feijoada

Sonia Racy

10 de agosto de 2016 | 00h19

Capitão do time de polo aquático americano, o brasileiro Tony Azevedo, nascido no Rio, está se sentindo em casa. “Cada dia eu como alguma coisa de que sinto falta. Hoje foi bolo de cenoura. Ontem, pão de queijo. Feijoada, só depois das competições”, contou o jogador à coluna, no intervalo de um treino. Hospedado no Flamengo, longe da Vila, ele se chateou com o tempo para chegar à Barra. “É a única coisa ruim da Olimpíada. Demoramos duas horas e meia para chegar à Vila.”

Filho de brasileiro com americana, hoje com 34 anos mas veterano na seleção dos EUA, ele diz que o Brasil tem potencial para unir esporte e educação. Por isso aceitou o convite para treinar no Sesi, em São Paulo, nos últimos meses – o contrato vai até dezembro. “Joguei pelos melhores clubes do mundo, na Itália, Croácia, Montenegro. Mas no Sesi pude me envolver com projetos de educação e é isso que eu acredito que deve ser o esporte. Os jovens não podem parar de estudar por conta dos jogos. Uma coisa tem que completar a outra”.

Em seu ver, os treinadores do Brasil “precisam se unir e seguir o ritmo competitivo do resto do mundo. Para isso, é necessário investimento”. Segundo ele, o País tem grandes jogadores. “Por isso não concordo com essa política de naturalizar estrangeiros. Aqui existem ótimos, como Felipe Perrone, um dos melhores”.

Indagado sobre a disputa presidencial americana, Azevedo ainda não sabe em quem vai votar: “Não sou republicano nem democrata. Gostei do governo Obama. Ele melhorou a imagem dos EUA no mundo. Mas só vou pensar em política depois da Olimpíada”, concluiu. Hoje, o polo americano enfrenta a seleção da França/ MARILIA NEUSTEIN .

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