Poderio feminino

Poderio feminino

Sonia Racy

05 de fevereiro de 2014 | 01h20

Foto: Marina Malheiros/Estadão

Em SP para homenagear Vik Muniz, Tina Brown, criadora do Women in the World Summit fez as vezes de mediadora, anteontem na Casa Fasano, em bate-papo do artista com grupo de convidados. Pela segunda vez no País (veio em 2012 para o Women in the World Brazil), a jornalista britânica de 60 anos conversou com a coluna sobre a luta das mulheres no mundo empresarial, imprensa, a biografia de Lady Di e seu livro de memórias.

Ainda há muito sexismo no meio empresarial?

Muito e não apenas na mídia. Ainda temos um longo caminho pela frente. Por exemplo, as mulheres são 38% dos funcionários das empresas jornalísticas, média que não se altera há 14 anos. E não importa o que digam, juventude e beleza sempre fazem diferença. De qualquer forma, nos EUA as mulheres têm alcançado postos altos – casos da executiva-chefe da NBC e da editora-chefe do The New York Times.

Que brasileiras você gostaria de ver em um dos próximos Women in the World Summit?

A presidente Dilma Rousseff, a ministra Eleonora Menicucci e a presidente da Petrobrás, Graça Foster. (Este ano, o Summit acontecerá em abril no Lincoln Center, em NY)

O que acha de os meios digitais tomarem espaço dos meios impressos tradicionais?

Adoro a pluralidade permitida pela coexistência dos dois. Minha única preocupação é a qualidade da mídia digital, que não consegue financiar o jornalismo investigativo. Espero que isso mude quando as empresas começarem a fazer mais dinheiro com anúncios no meio digital.

Como foi escrever uma biografia polêmica de Lady Di?

Eu conhecia Diana, mas não era íntima. Escrever o livro foi uma maneira incrível de desvendar o sistema social da monarquia britânica nos anos 80. Fiz mais de 250 entrevistas com pessoas do círculo de amizades de Diana e creio que produzi um retrato verdadeiro de uma mulher brilhante, mas muito conturbada.

Você está trabalhando em um livro de memórias agora?

Sim, vai se chamar Media Beast. Vou falar sobre minha experiência editando as revistas Tatler, Vanity Fair e The New Yorker. /DANIEL JAPIASSU

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