PGR deve pedir abertura de 250 investigações

Sonia Racy

07 Março 2017 | 00h45

Lava tudo

Pelo que essa coluna apurou, a PGR chegou à conclusão, depois de analisar as 77 delações de executivos da Odebrecht em 900 processos diferentes, que 250 deles merecem investigação mais aprofundada. Sinal de mais encrenca para o Congresso.

Até o final da tarde de ontem, a assessoria de Rodrigo Janot – que estava em voo de volta a Brasília – afirmou desconhecer esse número.

Lava 2

Coincidência: num 6 de março, há exatos dois anos, Janot pedia ao STF a abertura de 28 inquéritos que envolviam 55 nomes – frutos dos primeiros depoimentos de Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef.

Limite da lei

Temer pode ser, sim, processado e condenado no exercício de seu mandato por crimes não relacionados ao exercício de sua atual função. A opinião é de Carlos Ayres Britto, em conversa com a coluna.

No entendimento do ex-ministro do STF, a Constituição proíbe que o presidente seja responsabilizado, no cargo, pelos ditos crimes comuns. Mas permite a investigação quando envolve fatos que o levaram à função, seja de presidente ou de vice-presidente da República.

Limite da lei 2

No caso de Dilma e Pasadena, segundo Ayres Britto, Rodrigo Janot, da PGR, avaliou que a presidenta não poderia ser sequer investigada – no que foi seguido por Teori Zavascki. “Erraram”, considera o ex-presidente do STF.