Petrobras, Vale e Itaú, entre outros, estariam organizando doação para compra de vacinas

Petrobras, Vale e Itaú, entre outros, estariam organizando doação para compra de vacinas

Sonia Racy

27 de janeiro de 2021 | 00h50

Mais de 100 vacinas estão em fase de desenvolvimento ao redor do mundo Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Illustration

Ao que tudo indica, Petrobras, Vale, Itaú, e dois outros bancos estão se organizando para fazer doação de recursos a serem utilizados na compra de vacinas contra a covid-19 para o Brasil. Quem faria a compra internacional seria o Ministério da Saúde.   

Segundo fonte próxima das negociações, a burocracia legal brasileira impede a operacionalização de doação rápida do produto se ele for adquirido pela iniciativa privada. Já o governo pode fazer isso, sem problemas, desde que foi editado, no ano passado, decreto emergencial referente à covid-19, assinado por Bolsonaro.  

 Por outro lado, ontem Bolsonaro se declarou favorável à compra de 33 milhões de doses da vacina da AstraZeneca. Metade dos imunizantes, segundo o presidente, iria para o SUS. “Semana passada nós assinamos carta de intenções favorável a isso, a custo zero para o governo”.  

 A operação teria apoio do BlackRock, fundo de investimento, dono de participação no laboratório.  

 Ao menos dois laboratórios que fabricam a vacina, o Janssen e o AstraZeneca, já deixaram claro que só estão vendendo direto para governos. E que não vão vender para iniciativa privada. A ideia da divisão 50%/50% teria partido de Paulo Skaf, da Fiesp. Consultada, a entidade diz que a possibilidade foi levantada dia 13, em reunião, mas que foi rechaçada pelos representantes do governo presentes

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