Parente quer ‘conteúdo local’ diferente para Petrobrás

Sonia Racy

03 de fevereiro de 2017 | 00h45

A Petrobrás é, sim, a favor de uma política de conteúdo local, mas não essa que está aí. “Ela não pode ser punitiva, tem que ser uma política que premia”. Essa é a batalha atual de Pedro Parente, que em entrevista ao programa Show Business, da Band, bateu novamente na tecla: a atual diretriz – alvo de recente análise do TCU – produziu atrasos imensos na entrega de plataformas da estatal.

E quando isso acontece, “atrasa também o início de produção de campo de petróleo, somando, em cadeia, perdas relevantes, inclusive na geração de receitas públicas”. Nas contas de Parente, por exemplo, se houver atraso na produção do Campo de Libra, em consequência desta política, a perda de receitas, só na área federal, chega a US$ 2 bilhões por ano.

Made in 2

O tema, na sua opinião, merece avaliação desapaixonada. “A pior coisa do mundo é entrar em discussão ideológica, que impede a racionalidade”. A definição sobre o que é indústria brasileira ocupa um segundo capítulo. Uma GM, uma VW – fabricantes de carros no Brasil – são indústrias brasileiras ou estrangeiras? “Claro que é nacional. É emprego, é geração de renda, temos 12 milhões de desempregados. É isso que temos que olhar, sem ideologia”, pondera.

Off road

Deixa o cargo de presidente da Constran – empresa pertencente a Ricardo Pessoa – o executivo João Santana. No cargo há sete anos, Santana estruturou a área de concessões da UTC, incluindo aí Viracopos e Linha 6 do Metro de São Paulo.

Road 2

Sua saída é parte do projeto de enxugamento que ele próprio ajudou a montar. Novos horizontes? “Montar negócio novo, se eu resistir à tentação de aceitar convites que estão sendo feitos, focados em problemas, minha especialidade”, explica.

Costura

E Temer acabou se intrometendo na eleição da Câmara. Prova disto foi o telefonema em que pediu a José Priante que desistisse de concorrer à Vice-Presidência e apoiasse Lúcio Vieira Lima – irmão de Geddel. Quem levou o cargo foi Fabio Ramalho.

Vai caducar?

Os deputados já vão começar o ano legislativo “no atraso”. Com 20 MPs na fila e uma delas, sobre a EBC, a quatro dias úteis de caducar.

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