‘Periferias vivem uma revolução silenciosa’, diz Regina Moraes

‘Periferias vivem uma revolução silenciosa’, diz Regina Moraes

Sonia Racy

10 de agosto de 2019 | 00h45

REGINA MORAES. FOTO: ARQUIVO PESSOAL

A partir de segunda-feira, o Retrato Social – projeto idealizado por Regina Moraes, com Fabiana Zanin, Vera Ferraz e Anna Lapin, que dá voz a causas sociais nas redes – ocupará as principais salas de cinema de São Paulo.

O episódio escolhido para a estreia na telona foi ‘Igualdade’ – parte da websérie que aborda a realidade de diferentes povos que deixaram seus países de origem e hoje vivem na cidade. Regina define seu trabalho social como “uma ponte de luz entre causas socais e pessoas.”

O que pretende levando o Retrato Social para os cinemas?
Tive uma conversa muito inspiradora com o Roberto Dualibi, que é como um mentor pra mim, em que ele me disse como o trabalho que fazemos com o Retrato Social pode mudar a psicologia de um país. Que tínhamos que sair das redes sociais e ir para as telas de cinema. Inspiradas por suas palavras, fomos atrás do Cinemark e acabou dando certo. Vamos entrar nos trailers dos filmes, como uma propaganda. Estamos batalhando para levar nosso conteúdo para cada vez mais pessoas. Quem sabe, num futuro próximo, ter um espaço na TV.

Como funciona o trabalho que faz com o Retrato Social?
Fazemos a ponte entre projetos sociais e pessoas. Circulo muito por aí e vejo que está acontecendo uma revolução incrível nas periferias de SP, que chamamos de ‘revolução silenciosa’. Um exemplo do nosso trabalho foi a união da Orquestra Mundana Refugi, que está no episódio a ser exibido nos cinemas, com o maestro Gil Jardim, que os convidou a tocar com ele. Nosso trabalho é ser uma ponte de luz para esses projetos.

Os três episódios da série dos refugiados foram nomeados com os três pilares da França: Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Por quê?
Sempre pensamos nas séries através de três episódios e a ideia de “batizá-los” com esses valores foi da equipe criativa. Queremos mostrar o lado extraordinário das coisas. Não queremos falar de sombra e sim de luz.

Faz duas décadas que você trabalha com o terceiro setor. Por que escolheu esse caminho?
Há 21 anos fundei o Projeto Velho Amigo. Digo que ele caiu no meu colo como uma missão e eu agarrei. Hoje, o projeto já quase anda com as próprias pernas, senti apenas que ele precisava de algo mais. Foi então que surgiu o Retrato Social, abrindo uma fase diferente. Primeiro, porque já tenho 40 anos e estou mais madura para saber o meu propósito. Sou formada em publicidade, trabalhei em agência, mas a experiência de ser a ponte entre esses projetos e o mundo está sendo muito transformadora. / SOFIA PATSCH

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