Wagner, opina

Wagner, opina

Sonia Racy

16 de outubro de 2013 | 01h11

Foto: Iara Morselli/Estadão

Instigado pela coluna, Wagner Moura deu sua opinião sobre a polêmica das biografias não autorizadas, anteontem, durante a pré-estreia de Serra Pelada, filme do qual é coprodutor.

Segundo o ator, os argumentos daqueles que são contra – como o grupo #Procure Saber, que defende a preservação da privacidade – são legítimos: “Eles têm totalmente esse direito. Chamar isso de censura é ser um pouco alarmista”, disse. Indagado sobre o que ocorre em outros países, o ator foi enfático: “Como todo mundo está comparando com os EUA, vou dizer uma coisa: lá, se alguém publica algo que não é verdadeiro, um processo contra o autor pode falir uma editora. A lei é levada a sério”.

O próprio ator está debruçado sobre a biografia de Carlos Marighella, escrita por Mario Magalhães – que será sua primeira incursão como diretor. Para tanto, defende o fato de que biografias com autorização da família ou do biografado não são, necessariamente, chapa-branca: “A ‘chapa-branquice’ depende do caráter do escritor que se arrisca a fazer um livro desses. A biografia de Marighella, por exemplo, teve autorização da família e nem por isso é chapa-branca. Posso dizer até que é um dos trabalhos jornalísticos mais extraordinários que eu já li”, afirmou. /MARILIA NEUSTEIN

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