Paulo Guedes não prevê concentração de poder na redução ministerial

Sonia Racy

06 Novembro 2018 | 01h00

PAULO GUEDES

PAULO GUEDES. FOTO: WILTON JUNIOR/ESTADÃO

A intenção de Paulo Guedes, na diminuição de ministérios no governo Bolsonaro é a de “desinflar” a máquina pública, dando-lhe maior eficiência. A concentração de poder, pelo que se apurou, é relativa pois a estrutura será enxuta e as secretarias terão autonomia.

Mas quais são os critérios que estão sendo usados por Guedes na escolha de nomes técnicos que permanecerão em seus postos? Simples: qualidade do trabalho já realizado e real motivação para trabalhar sob nova administração.

Quem somar os dois atributos fica. E poderá até pleitear transferência para outra localização que não seja a atual. Dentro do possível, poderá ser atendido.

A estrutura do novo desenho está pronta e agora é a fase de encaixar nomes. A lista para presidir o BNDES estaria sendo encabeçada por Joaquim Levy.

Desconfia-se do ânimo do economista em deixar o BID, a família e mudar de país de novo. Sua última experiência foi traumática.

Outros nomes, como os de Rubem Novaes – que já foi diretor do banco e estudou na Universidade de Chicago –, Roberto Castello Branco – integrante da transição, ex-BC, ex-Vale e também “Chicago boy” – e Carlos Costa – integrante da transição e que está no BNDES – são bem cotados.

Ivan Monteiro permanece na Petrobrás? Se tiver ânimo e disposição, seria bem-vindo. O BB também seria opção e o executivo, altamente qualificado, pode até gostar de voltar para casa.

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