Paulo Guedes explica que não é contra industriais brasileiros

Sonia Racy

13 Novembro 2018 | 01h00

PAULO GUEDES

PAULO GUEDES. FOTO: WILTON JUNIOR/ESTADÃO

Paulo Guedes anda explicando, a quem pergunta, que não é contra os industriais brasileiros – como podem levar a crer suas últimas declarações. Tem dito que considera os empresários “heróis da resistência”, que enfrentam há 20 anos o processo de desindustrialização do País – consequente da soma, entre outros, de burocracia, impostos altos e falta de competitividade.

O que o futuro ministro não aprova são algumas lideranças do setor que não se modernizaram e que brigam por protecionismo, desonerações e regulamentação específica.

A propósito, ele lembra a interlocutores seu discurso de anos atrás em que apontava: empresários brasileiros têm uma bola de ferro de impostos na perna direita, outra de juros na esquerda e um piano nas costas de encargos sociais e trabalhistas. Além da instabilidade econômica.

Só falta agora, ante essa situação, no ver de Guedes, abrir o mercado e dizer: anda, caso contrário o chinês vai te pegar.

O futuro ministro de Bolsonaro tem garantido, a esses mesmos interlocutores, que pretende fazer uma abertura comercial lenta, gradual e segura. Sem sustos. Para Guedes, os socialistas querem sempre ser revolucionários. Entretanto, os liberais não. Pretendem ser…evolucionistas”.

Vale registrar também que, muito próximo ao novo ministro da Economia, Carlos Da Costa, da equipe de transição do governo Bolsonaro, vem mantendo encontros frequentes com o setor produtivo. Na última semana ele conversou, discretamente, com dirigentes de algumas das principais associações da indústria e de serviços de Rio e São Paulo. Entre elas, Câmara Nacional do Diretores Lojistas, Abiquim, Abiplast, Fiesp, Abimaq, CBIC e Febraban.

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