Paula Azevedo entra no Tomie Ohtake, que terá foco na inclusão este ano

Paula Azevedo entra no Tomie Ohtake, que terá foco na inclusão este ano

Marcela Paes

02 de abril de 2021 | 00h30

 

Paula Azevedo. Foto: Denise Andrade/Estadão

Com passagens pelo MAM-SP, IAC e experiência em catalogação e management de coleções privadas, Paula Azevedo aporta agora no Instituto Tomie Ohtake, como diretora de relacionamento institucional e governança. Além da sua entrada, a instituição – que está prestes a completar 20 anos – também está em processo de formar um novo conselho. E tem como uma de suas metas o fomento de programas sociais, como o de formação de lideranças femininas periféricas para mil meninas de 14 a 21 anos. Leia abaixo a conversa com Paula:

Quais os desafios de entrar no corpo diretivo do instituto neste momento de crise na cultura?

É sempre desafiante entrar. Neste momento, em que a cultura tem sido subjugada, posta em cheque, se faz ainda mais importante. O Tomie Ohtake completa 20 anos de existência. Crises podem ser uma oportunidade de rever, ver e prever.

O Tomie planeja mudanças para este ano?

Após um estudo, algumas diretrizes foram traçadas, entre elas, a mudança na gestão, com a entrada de dois diretores, além de um novo conselho que está em fase de reestruturação e deverá ser formado por uma presença feminina marcante. Além disso, o trabalho desenvolvido pela instituição terá como base a ideia de “Porto e Farol”, atravessada por missões bem definidas a cumprir, tanto na programação de exposições como em suas atividades, que devem abarcar questões de gênero, raça e inclusão social.

O que é fundamental para equipamentos culturais hoje?

Na minha visão, a base fundamental hoje para os equipamentos culturais é gestão, mas gestão não se faz somente de forma administrativa/financeira. Gestão inclui pessoas, relacionamento, inclusão, diversidade, acessibilidade em todas as formas possíveis.

 

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