Passe coletivo

Redação

04 de setembro de 2008 | 14h30

Walter Salles e Ricardo Kotscho se conheceram pessoalmente só anteontem, na pré-estréia de Linha de Passe. “Sou o Ricardo Kotscho”, apresentou-se o jornalista e, imediatamente, entre abraços, o diretor anunciou: “Ele é o responsável pela história”. Explicou que foi em reportagem feita por Kotscho que descobriu o “mascote” do elenco, Kaique de Jesus Santos.

Aliás, contava Salles, Kaique co-dirigiu uma das cenas mais emocionantes do filme. “Só dei uma idéia”, emendava o ator mirim, tímido, abraçado ao veterano Vinícius de Oliveira, que freqüentou escola de futebol – sua paixão – para trabalhar o personagem. Time do coração? “Flamenguista roxo”. A premiada em Cannes, Sandra Corveloni, esbanjava emoção.

Sobre repetir a parceria de longa data com Salles, Daniela Thomas se divertia: “A gente se encontra de 10 em 10 anos para fazer um filme. Se nossa longevidade for similar à de Manoel de Oliveira, temos ainda pelo menos 4 pela frente”. Deus permita.

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