Para Velloso, TSE deve descartar as delações do caso Temer

Sonia Racy

09 de junho de 2017 | 10h17

Se o TSE decidir hoje, como indicam as informações de dentro da corte, pela não inclusão das delações da Odebrecht e da JBS no processo sobre a chapa Dilma-Temer, estará no caminho correto, avalia o ex-ministro e ex-presidente do STF Carlos Velloso. “O TSE é um tribunal eminentemente político”, disse ele à coluna, referindo-se “à grande política, o terreno em que se cuida das questões de Estado”. E nesse âmbito, segundo o ex-ministro, deixar de fora essas denúncias contra o presidente é o melhor caminho, para a Justiça e para o País.

Por quê? O ministro começa por um dado concreto, o de que os depoimentos não integram a peça original em que a denúncia foi feita, por Aécio e o PSDB, logo após a contagem de votos das eleições de 2014. Acrescentou, de quebra, que a pedidos o TSE fez uma recontagem de votos que confirmou o resultado inicialmente divulgado.

Em seguida, Velloso questiona: “Quem decidirá a validade dessas delações?” “Muita coisa ainda está em andamento. As informações precisam ser periciadas, comprovadas, lidas e aceitas por um juiz”, e ser submetidas a outras instâncias.” Portanto, e em especial num caso de tamanha importância, “não há como se orientar a decisão de hoje no TSE por denúncias ou fatos ainda em andamento no universo das investigações e comprovações policiais e judiciais”.

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