Para todos

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Sonia Racy

26 de junho de 2010 | 06h01

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À frente da Organização Social Santa Marcelina Cultura e do Festival Internacional de Campos do Jordão, Paulo Zuben está mergulhado em uma missão cultural. Quer democratizar o acesso à música erudita. Para tanto, investe na expansão do festival, aumentando o número de eventos gratuitos e trazendo a série especial de concertos pela primeira vez para SP.

Como será a expansão do festival e os diferenciais em relação aos últimos anos? O festival tinha o perfil de orquestra jovem, só acontecia em Campos do Jordão e a programação era de três semanas. Este ano, conversamos com a Secretaria de Cultura e resolvemos expandir, trazendo o evento para São Paulo. O melhor da programação que só acontecia em Campos virá à Sala São Paulo e para o Sesc Vila Mariana. Além disso, teremos mais tempo para concertos e aprimorar as atividades pedagógicas.

O publico também terá mais acesso à programação? A ideia de expansão significa mais lugares e apresentações gratuitas. Teremos 40 concertos na praça do Capivari, em Campos, por exemplo. Outro objetivo é ter formação de publico. Queremos iniciar um programa de formação musical na cidade, aproximar a população do festival. Vamos explicar um pouco das peças que serão tocadas e capacitar 50 professores da rede.

E qual será a participação da Osesp no evento? A Osesp levará nove concertos para Campos. Com uma programação diferenciada, que vai trazer mais visibilidade para o festival. Democratizar esse acesso já é, por si só, uma mudança significativa.

Qual é a principal atração do festival este ano? Ah, serão várias. Mas só para citar algumas especiais, teremos Nelson Freire com a Filarmônica de Minas Gerais, Cristina Ortiz, que tocará peças de Chopin e o duo inédito de Maria João Pires com Antonio de Menezes.

Por Marilia Neustein

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