‘Para os EUA, o Brasil é parte da solução’, diz embaixador

‘Para os EUA, o Brasil é parte da solução’, diz embaixador

Sonia Racy

10 de novembro de 2016 | 00h45

DENISE ANDRADE/ESTADÃO

DENISE ANDRADE/ESTADÃO

No comando da Embaixada do Brasil nos EUA desde julho, o embaixador Sergio Amaral recebeu com tranquilidade a vitória do republicano Donald Trump nas eleições americanas, anunciada na madrugada de ontem. Acima de tudo, pela percepção de que o Brasil “não é parte de nenhum dos problemas debatidos durante a campanha presidencial daquele país. Ao contrário, é parte da solução”.

Com a experiência de quem já serviu em Paris e Londres, entre outras capitais, Amaral menciona três exemplos de como as coisas estão no bom caminho entre os dois governos. A primeira, a área do comércio, na qual o Brasil “é um dos poucos países com os quais os EUA registram um superávit significativo, da ordem de US$ 2 bilhões por ano” – resultado que se repete há vários anos, à exceção de 2015, por causa da recessão brasileira.

E mesmo o que andou devagar – a não ratificação, até o momento, da chamada Aliança do Pacífico (a Trans-Pacific Partnership), ou a demora de sua confirmação – “poderá ser positiva”, avisa o embaixador, “ao nos dar tempo adicional para se preparar para uma negociação caso o Brasil opte por aderir”.

Empregos criados

Outro fator importante para o bom relacionamento: “Não temos qualquer responsabilidade pelo desemprego localizado nos EUA”. Os números, segundo Amaral, mostram o contrário: as empresas brasileiras “investiram nos últimos anos cerca de US$ 24 bilhões de dólares nos EUA e, com isto, geraram cerca de 80 mil empregos”.

Por fim, o Brasil “não tem participação expressiva” em assuntos que representam hoje algum problema na vida americana. Ele cita como os principais: “imigração, terrorismo, tráfego de drogas ou relocalização de investimentos americanos”.

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