Para furar lockdown, portugueses alugam cachorros

Sonia Racy

26 de janeiro de 2021 | 00h50

Cachorro

FOTO: ED VIGGIANI/AGÊNCIA ESTADO

A Câmara do Município de Barcelos, em Portugal, chegou ao seu limite e convocou a imprensa. Miguel Gomes de Sá, em entrevista coletiva semana passada, dada por meio de videoconferência à mídia local, acusou “pessoas de alugarem animais para poderem sair à rua”.

O presidente do órgão de representação do município denunciou o que chamou de ‘esquema existente’, montado pelos habitantes, com intuito de ‘furar’ o duro lockdown decretado pelo premiê português Antonio Costa em todo o país.

…onde veio…

Qual é o esquema? Donos de animais domésticos estão liberados, legalmente, para sair na rua com seus pets. Segundo Gomes de Sá, há porém, animais sendo “obrigados” a sair à rua três ou mais vezes por dia, com pessoas que não conhecem E isso, diz ele, “apesar dos cães darem sinais de estar cansados de passear”.

As pessoas da cidadezinha arrumaram pretexto para furar a obrigatoriedade de permanecer em casa.

…e te digo…

Segundo o dirigente da Câmara, trata-se de “uma série de expedientes que as pessoas usam”, classificando esse comportamento de “criatividade um bocadinho estranha” e de  “imaginação terrível”.

…onde irás

A cidade, localizada na região norte do país, registra 1.536 infectados com novo coronavírus e 84 mortes – seis na última semana.

Escapou

A ocupação Chiquinha Gonzaga, expo que entra em cartaz em fevereiro no Itaú Cultural, será pouco afetada pela regressão da cidade à fase laranja. A mostra, planejada durante a pandemia, tem a maior parte de seu conteúdo no formato virtual.

Semântica

O Conselho Indigenista Missionário manifestou preocupação com a restrição da vacina contra covid somente aos povos habitantes de aldeias. O termo “indígenas aldeados” representa a discriminação, “o governo pretende definir, de forma arbitrária, quem é e quem não é índio”, diz a nota da entidade.

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