Para Aldo Rebelo, tanto governo quanto oposição estão desorientados

Sonia Racy

08 de setembro de 2021 | 00h50

ALDO REBELO

ALDO REBELO. FOTO: IARA MORSELLI/ESTADÃO

O Brasil está em processo de desorientação tanto no governo como na oposição. No ver de Aldo Rebelo, o dia de ontem é a prova disso. “Deveria ser uma confraternização. Mas todo mundo está na rua, cada um cuidando do seu. E o presidente da República, que deveria ser o protagonista desse sentimento de união, está dividindo ainda mais o País”, analisou. 

 Quando Bolsonaro diz que “Supremo, TSE, urna eletrônica e Congresso não são capazes de garantir eleições limpas, o que resta é a violência”, lamentou à coluna o ex-ministro da Defesa.  

Ex-PCdoB lembra conversa entre dois personagens de Hemingway, um deles empresário, a quem o amigo perguntou: “Como você foi à falência?” Resposta: “De duas formas, aos poucos e de repente”. 

A solução lenta, segundo Rebelo, é a de 2022. “A rápida pode aparecer da precipitação dos acontecimentos que ele pode provocar.” 

 Temer mandou WhatsApp para Bolsonaro na segunda tarde da noite, sugerindo tranquilidade e conciliação. O presidente não respondeu, já estava…dormindo. 

 Ausência notada 

 Raimundo Bonfim,  da Central de Movimentos Populares, sobre a ausência da Força, da UGT e outras centrais no ato contra Bolsonaro: “A história vai cobrar”.

Em casa

Se a direita e esquerda perderam seu rumo, famílias se mostram democráticas. Enquanto seu filho, Paulo, chegou à av. Paulista para a manifestação pró-Bolsonaro às 9 horas, Ligia Kogos preferiu acompanhar os atos de…casa.

Paulo Kogos vinha convocando seus 43 mil seguidores a comparecer aos atos. “Nós fomos buscá-lo no aeroporto, segunda-feira, e logo depois ele já foi para um esquenta da manifestação”, conta a dermatologista.

Pra lá…

A postagem que Daniel Alves fez ontem, em suas redes, trazendo o slogan bolsonarista “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, ganhou like de…Neymar Pai. Que postou, na própria conta, a bandeira do Brasil.

…e pra cá

Já Dinho Ouro Preto criticou Bolsonaro direto de Indaiatuba, onde passou o feriado. “A maioria dos brasileiros é a favor da democracia e não da ruptura”.

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