Para a professora da USP Lygia da Veiga Pereira, corte de recursos da ciência é ‘golpe final’

Sonia Racy

09 de outubro de 2021 | 00h50

LYGIA PEREIRA DA VEIGA. FOTO MARCIO FERNANDJES / ESTADÃO

A decisão ontem de Bolsonaro, de cortar drasticamente os recursos orçamentários para ciência e tecnologia, não foi exatamente uma surpresa para quem já vinha registrando o pouco caso do governo em relação ao setor. “A sensação é de golpe final na ciência brasileira”, lamentou, em conversa com a coluna, a pesquisadora Lygia da Veiga Pereira.

Segundo a também professora da USP, “é inacreditável que nesses tempos de pandemia, quando o valor da ciência nunca foi tão óbvio, o governo siga sistematicamente desmontando todo o sistema de pesquisa e desenvolvimento construído durante décadas”.

Pá de cal

Cabeças brilhantes brasileiras, é fato, estão indo embora do País. Fica portanto o recado de cientista carioca: “Não existe vida inteligente fora do método científico”.

O imponderável

Ciro Gomes vai falar diretamente com sindicalistas e trabalhadores pela primeira vez depois do episódio em que foi agredido por manifestantes do PT ao sair do protesto no dia 2, na Avenida Paulista.
Será dia 13, com a direção da Força Sindical.

Ficou claro

A Petrobrás anunciou ontem mais um reajuste de preços. O segundo em duas semanas. Sinal de que a substituição de Roberto Castello Branco na presidência da empresa, pelo general Joaquim Silva e Luna, foi mais pessoal do que Bolsonaro admite.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.