Palmas para…

Sonia Racy

12 de agosto de 2010 | 23h01

Não teve para Caetano, Bethânia ou Daniela Mercury no Prêmio da Música Brasileira, quarta, no Teatro Municipal do Rio. Os aplausos mais ruidosos foram para a patrocinadora da noite, a Vale. Era só a logomarca da empresa aparecer no telão – ao fim das listas de artistas indicados – para que a claque, instalada na galeria, se manifestasse com “u-hus” e palmas. “Continuem assim, vocês estão ótimos”, brincou a apresentadora da noite, Débora Bloch.

Alcione, escolhida melhor cantora de samba, sobressaiu-se num longo pink. “Me deixa dar pinta”, pediu a cantora, antes de desfilar pelo palco. Outros figurinos da noite também ganharam status “de virar o pescoço”. O de Cauby Peixoto era um blazer extravagante sobre colete. E o de Débora, preto, colado e com rabo de peixe. “Vim de pequena sereia”, justificou a atriz. De salto fino e altíssimo, por pouco ela não tomou um tombo logo no primeiro passo.

Já a Orkestra Rumpilezz, sensação vinda da Bahia, não teve esse problema: seus 19 músicos pisaram no palco mais nobre do Rio… de chinelo de dedo.

ROBERTA PENNAFORT

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: