Palco rachado

Sonia Racy

08 de novembro de 2013 | 01h10

Beatriz Franco do Amaral, diretora do Theatro Municipal entre 2008 e 2013, assegura: a usual prática de “reversão de um porcentual da bilheteria” à Associação Pró-Theatro – hoje investigada pela Controladoria Geral do Município pelo período que vai de 2005 a 2009 – nunca foi considerada ilegal.

A lei manda depositar os recursos em um fundo municipal. Entretanto, a ex-diretora afirma que o repasse não pretendeu driblar licitações: “A verba só poderia ser destinada à contratação de artistas e aquisição de bens necessários à realização dos espetáculos. As despesas eram rigorosamente auditadas”.

Rachado 2

A ex-diretora afirma, ainda, que o repasse foi adotado em 1995, quando porcentual da bilheteria passou a ser transferido à Associação Patronos do TMSP. “Em seguida, ela foi substituída pela Amandra e, posteriormente, pela Pró-Theatro”, explica à coluna.

Rachado 3

Beatriz diz também que a Amandra, associação à qual pertenciam os cantores que reclamaram do repasse, deixou de ter qualquer relação com a administração do Municipal logo no início de sua gestão, em 2008.

“Se a prática tanto os incomodava, por que não questionaram a diretoria do teatro enquanto estavam à frente da associação?”, questiona.

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