Palco paulista

Sonia Racy

22 de junho de 2012 | 01h01

Quarta-feira de garoa em Sampa. Faltam 15 minutos para o clássico começar no Pacaembu lotado. Depois de longo e afetuoso abraço, Mario Gobbi dispara: “Sou seu fã, Luis Alvaro. Queria até te levar lá para o Corinthians”. O presidente santista nem se abala: “Tá feito. É só vocês mandarem o Paulinho (meio-campista do Timão) pra Santos!”

Gargalhada geral. Mas, e o Neymar? Ainda está cansado? “Não, foi dormir todo dia às 10h. E pedi para darem um Toddynho a ele antes do jogo”, diverte-se. Gobbi também está animado: “É uma grande festa isto aqui. A gente torce, mas a verdade é que ganhar a Libertadores não fará o Corinthians maior do que já é”.

No camarote da Prefeitura, além do staff santista, João Doria e José Maria Marin. O empresário aparece à porta. Está com o braço esquerdo na tipoia. O que aconteceu? “Foi aqui no Pacaembu, sexta-feira passada”. Doria havia participado de um jogo com CEOs de empresas. “Levei uma pancada forte. Coisa de corintiano, com certeza!”, brinca.

Marin aproveita que o hino nacional ainda não soou e vem falar com a coluna: “Sexta-feira, vou com o Andrés Sanchez até Cotia, CT do São Paulo. E, independentemente do resultado de hoje, visitarei a Vila Belmiro no sábado, para dar um abraço no Rafael, no Ganso, no Neymar. Aliás, tem de ter paciência com o Neymar na seleção. Paciência com todos”. Mas até com o Mano Menezes? “A gente só quer na seleção quem tem compromisso. Jogador que acha que está fazendo favor em vestir a camisa amarela pode ficar em casa!”, dispara.

O jogo começa, tenso. Na área VIP da Iveco, patrocinadora do Corinthians na semifinal, destaque para a panicat Lorena Bueri. De microvestido branco, e no meio da torcida do Timão, a Musa do Paulistão 2012 vibra muito… com o Santos. O Pacaembu é mesmo de todos.

/DANIEL JAPIASSU

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