Palanque

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Sonia Racy

30 de abril de 2014 | 01h01

Foto: Denise Andrade/Estadão

Em jantar anteontem na casa de João Doria, Eduardo Campos não saiu da linha desenhada para sua campanha. Diferentemente de Aécio – que foi centro de outro jantar no mesmo local, há 15 dias –, Campos optou por críticas mais amenas.

Mas uma coisa foi consenso: o candidato subiu o tom em comparação ao almoço, também promovido pelo Lide.

Palanque 2

Antes da fala aos empresários, Campos foi monopolizado por Roberto Setubal – que, sentado a seu lado, submeteu o presidenciável a “sabatina privê”. O que achou da conversa? “Muito boa”, limitou-se a dizer o banqueiro.

No discurso do socialista, chamou atenção referência velada ao mensalão: “Queremos um País cheio de caixinhas para distribuir entre partido político, entre o Parlamento? Um País em que o Estado é apropriado por partido político?”, indagou.

Palanque 3

Sem citar o PT, o pernambucano insinuou que a legenda foge dos debates e dissemina o “terrorismo eleitoral para não deixar as alternativas aparecerem”. E completou: a queda nas pesquisas fará com que Dilma perca aliados. “Muita gente sairá de perto dela. Quem já não viu o mar enchendo e o mar secando?”

Noiva da vez

Presente do começo ao fim do evento, Alckmin mostrou que não vai desistir. Rasgou elogios a Marina Silva – que insiste na candidatura própria do PSB em SP, em vez de indicar um vice na chapa do tucano: “Tenho admiração por Marina, é exemplo de alguém que tem uma história de defesa do povo brasileiro”.

Não tocou no nome de Aécio.

Desacordo

O PPS, aliás, ameaça romper a aliança nacional com Campos e Marina caso o PSB não feche apoio à reeleição de Alckmin.

Boca fechada

Em tempo: o pernambucano emagreceu três quilos em dez dias.

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