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Sonia Racy

10 de agosto de 2010 | 23h09

Cobertor curto no lançamento da biografia de Marina Silva, anteontem, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional. Depois de várias rodadas de coquetel de frutas, vinho branco e canapés de patê de peito de peru e azeitonas, militantes do PV começaram a distribuir adesivos e cartazes da candidata. No que foram imediatamente alertados pelo advogado Airton Soares, membro da coordenação da campanha: estariam esbarrando na lei eleitoral. Pediu para os militantes fazerem a distribuição do material do lado de fora da livraria, na Avenida Paulista.

Fábio Feldmann, que recentemente teve que cancelar bufê e DJ contratados para a inauguração do seu comitê, tem até hoje guardado canapé congelado. “Virou café da manhã, almoço e lanche da tarde dos funcionários”, revelou.

Eduardo Suplicy, por sua vez, aproveitou para fazer concorrência e distribuir exemplares do seu Renda Básica de Cidadania em quadrinhos feitos por Ziraldo. “Voto em Dilma mas também tenho recomendado a Marina para meus eleitores”, afirmou o senador. Que não se constrangeu ao ser levado até a candidata por funcionário da editora, furando fila. “Meu amigo, meu irmão”, comemorou Marina. Tampouco Fernando Meirelles esperou.

Fernando Gabeira deixou a livraria rumo ao comitê do PV para ajudar em uma missão: como aproveitar cada segundo dos 12 minutos de Marina no Jornal Nacional de ontem. A candidata foi ao encontro dele, depois de fazer 285 dedicatórias.

PAULA BONELLI

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