Após atritos por brasileiro executado, Brasília aceita embaixador da Indonésia

Sonia Racy

04 de novembro de 2015 | 19h08

Chamou a atenção de muitos, na entrega de credenciais por 22 embaixadores ontem, no Planalto, a alegria e descontração do novo representante da Indonésia, Toto Ryanto. 
Que, nove meses atrás, viu cancelada em cima da hora a sua recepção ao novo posto. Motivo? Naquele momento estavam muito tensas as relações entre Brasília e Jacarta. Dilma se empenhava em salvar a vida do brasileiro Rodrigo Gularte, que havia sido condenado à morte pela justiça indonésia, por tráfico de drogas. O empenho da presidente, na ocasião, foi infrutífero — Gularte foi executado no final de abril por um pelotão de fuzilamento.
A boa disposição de Ryanto na cerimônia de ontem foi entendida, por alguns presentes, como sinal de que o conflito é uma “página virada” nas relações entre os dois países.