Ouro negro

Direto da Fonte

05 de fevereiro de 2015 | 01h10

Pelo que dita a Lei das SAs, a diretoria demissionária da Petrobrás – bem como Graça Foster– deve permanecer em seus respectivos cargos até que o conselho de administração designe substitutos. Podendo ser estes interinos ou, então, já a futura diretoria.

As cartas de demissão de Graça e dos diretores serão entregues formalmente amanhã, durante reunião do board. Espera-se que Guido Mantega convoque assembleia de acionistas para eleição de um novo conselho para a estatal.

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Pedidos de demissão em campo, ainda causa confusão no mercado financeiro a divulgação das “perdas” da Petrobrás. Graça revelou, semana passada, que a empresa identificou o equivalente a R$ 88,6 bilhões em ativos sobreavaliados em seu balanço – ou seja, com valores registrados mais altos do que deveriam.

Mas se esqueceu de dizer que existem, segundo o mesmo relatório, outros R$ 26 bilhões de ativos subavaliados. Isto é, abaixo do preço real.

Contas refeitas, o déficit contábil passaria a ser de R$ 62,6 bilhões. Número gigante, mas quase 25% menor do que o divulgado por Graça.

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Vale lembrar que o MPF avalia, também, perdas entre R$ 2 bilhões e R$ 4 bilhões exclusivamente com corrupção.

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