Oscar Quiroga

Oscar Quiroga

Redação

29 de dezembro de 2008 | 06h00

Foto: Paulo Giandalia/AE


Qual será o tamanho da crise internacional em 2009? A crise é inexorável e só tende a aumentar. Essa é a verdade difícil de aceitar. Em tempos de crise financeira global como esse, é enorme a tentação de ceder a um poder totalitário que seduz com promessas falsas de salvação. Este é o grande perigo pela frente. A solução que temos em mãos para os próximos 10 anos é desarmar o mundo e tornar os recursos naturais – alimento e combustível – propriedade comum de toda a nossa espécie. Há 5000 anos tentamos viver exilados do universo. Uns dos grandes instrumentos que facilitaram isso foi o dinheiro. Demos mais crédito a ele do que à natureza. Criamos um Deus falso.

Ela melhora no segundo semestre? A civilização está mudando definitivamente. Crises são sempre pautadas por algum império. E nelas surgem os autoritarismos. Ano que vem, portanto, vamos ver muito totalitarismo em marcha, mas também muita resistência a ele.

E o Brasil? Vai levar vantagem quem for mais criativo e inventivo. Os grupos empresariais daqui são inventivos e criarão um outro jeito de fazer negócio, de forma mais cooperativa e menos competitiva.

A popularidade de Lula cai ou sobe? Não sei dizer. O mapa que circula do Lula é inventado pelo publicitário Duda Mendonça.

E Barack Obama? Obama é um enigma. Ele está em perigo, já que não tem nenhum tipo de apoio, a não ser o popular. Não conta com o apoio das forças que realmente mandam nos EUA. Daqui a dois anos, vejo um aspecto bem violento previsto no mapa dele. Sinto informar…

Alguma catástrofe ambiental, como a de Santa Catarina? Se tiver de acontecer, será em julho e dezembro, quando teremos duas luas cheias fortes. E poderá acontecer em qualquer parte do mundo.

E o mundo, como é que fica? Estou celebrando esse colapso fincanceiro, que é uma oportunidade de colocar o planeta numa trilha mais justa e feliz.

Um alento. Vou respirar fundo e… mandar um alento para todas as pessoas. O alento é celebrar e ver na crise uma oportunidade de se fazer justiça.

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