Oscar do esporte

Sonia Racy

13 de março de 2013 | 01h10

Pouco antes do início da cerimônia de entrega do Laureus Award – anteontem, no Teatro Municipal do Rio –, Steve Redgrave, membro da academia e lenda britânica da canoagem (cinco ouros olímpicos consecutivos entre 1984 e 2000), se mostrou receoso em relação à Copa e à Olimpíada no Brasil. “Torço para que dê tudo certo, mas vocês ainda têm muito a fazer”. Nalbert, craque do vôlei, fez eco: “Espero que a Olimpíada não passe por aqui como um meteorito. Tem de deixar um legado de fato.”

Logo depois da premiação – considerada o Oscar do esporte –, já na festa do Copacabana Palace, Morgan Freeman, mestre de cerimônias da noite, diz que “o Brasil merece estar no foco do mundo. Quero vir em 2014”. O prêmio terá mais uma edição no País no ano que vem.

Animado com o sucesso do evento, Boris Becker (mais jovem tenista a conquistar Wimbledon e membro do board da Laureus) estabelece a relação entre filantropia e necessidade: “Não consigo imaginar a vida sem ajudar quem precisa. É disso que é feito nosso projeto”.

Na mesma mesa, Michael Johnson, um dos maiores velocistas do mundo, concorda, sob o olhar atento e divertido do chairman do Laureus, igualmente recordista mundial de atletismo, Edwin Moses: “Ver as crianças envolvidas vale mais do que qualquer medalha”.

No final da noite, dois personagens fazem bonito no Copacabana Palace, palco da festa do Laureus patrocinada por IWC e Mercedes: maior medalhista olímpico de todos os tempos, Michael Phelps, premiadíssimo nesta edição, fala sobre o encontro da tarde com as crianças da Rocinha: “Uma motivação importante é a chance de encontrar outro Phelps nas piscinas pelo mundo afora”, afirma, salientando que sua carreira está mesmo terminada.

Já Félix Sánchez, que emocionou a plateia no Municipal, explicou por que escreveu a palavra “abuela” (avó) a caneta nas sapatilhas com que correu os 400 metros com barreiras em Londres-2012: “Ela me criou como uma mãe. E morreu na véspera dos Jogos de 2008. Foi uma homenagem”. O dominicano conquistou a segunda medalha de ouro aos 34 anos – a primeira havia sido em 2004, em Atenas. Se estará no Rio, com 38? “Difícil. Prefiro vir como torcedor”. Daniel Japiassu viajou ao Rio a convite da IWC

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