Os loucos por carro elétrico

Redação

06 de outubro de 2008 | 01h19

A comemoração pela descoberta do pré-sal pode ser prematura. Pelo menos foi essa conclusão que o advogado Beno Suchudolski trouxe na mala, de NY, depois de participar da reunião do Clinton Institute for American Studies, que conta com 500 membros fixos. Entre eles, o brasileiro. “Ficou bem claro que todos têm, como horizonte, o fim do ciclo do petróleo”, conta Beno. Shimon Perez, por exemplo, contou ali que, em três anos, Israel só terá carros elétricos. O mesmo vai acontecer na Dinamarca e na Islândia. E a GM assegurou que seu carro movido a eletricidade sai já no ano que vem.

Mas, mais importante, foi o depoimento de John McCain, que apareceu de surpresa e foi logo provocando risadas ao dizer que o segurança só o deixou entrar depois que garantiu que era amigo de Clinton. O republicano anunciou que vai investir dinheiro “suficiente” para deixar os EUA energeticamente independente. Hoje, 70% do petróleo usado nos EUA é importado. E Barack Obama – por meio de conference-call – foi mais longe, quantificando: está disposto a gastar US$ 150 bilhões para tanto.

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